sexta-feira, 30 de setembro de 2016

TERAPIA OCUPACIONAL NO AUTISMO QUAL A FINALIDADE?



A terapia ocupacional é uma importante técnica que visa intervir no cotidiano das pessoas de maneira que as capacidades motoras, cognitivas e perceptivas possam ser estimuladas. Essa técnica é uma importante aliada no tratamento de pessoas com autismo em especial pela sua capacidade de recondicionamento social e desenvolvimento da autonomia pessoal.

O desenvolvimento de um programa que esteja de acordo com as limitações impostas por um quadro de autismo é fundamental para que os resultados sejam alcançados e o indivíduo fique cada vez mais próximo da sua autonomia pessoal. Em geral esses programas utilizam três abordagens distintas: 

Motora – esse programa visa o desenvolvimento das atividades motoras do indivíduo, as pessoas autistas em geral possuem dificuldades de perceber o corpo como uma extensão do pensamento. Essa fragmentação ante as funcionalidades do corpo pode ser trabalhada através de inúmeras atividades lúdicas que estimulem essa integração do corpo com a mente .
Perceptiva – a fragmentação sensorial pode atingir também os cinco sentidos (visão, audição, paladar, tato e olfato), criar terapias que estimulem essas percepções sensoriais é uma importante maneira de tornar o autista mais proativo nas interações com o ambiente que o cerca e as pessoas de modo geral.

Cognitiva – a integração das áreas motora e perceptiva é fundamental para o fortalecimento do processo cognitivo, isto é, o processo de aprendizado permanente que auxilie o indivíduo a lidar com situações com base nas suas experiências anteriores assim como nós. Vale ressaltar que o trabalho com foco na área cognitiva é importante principalmente nos processos de interação social, pois em geral o intelecto dos autistas é acima da média.

A terapia ocupacional é uma importante maneira de incentivar o autista
a fazer parte da sociedade, através dessas terapias é possível desenvolver a capacidade investigativa e a curiosidade em assuntos variados. Essa sede de conhecimento invariavelmente acaba por levar a pessoa a desenvolver laços sociais que são importantes para a pessoa situar-se dentro do seu círculo de convívio. A integração de pais e educadores é fundamental nesse processo, bem como o prognóstico precoce de um quadro de autismo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016



A LUTA  É DIÁRIA MAIS NÃO PODEMOS ENFRAQUECER NUNCA!
“ARTHUR foi um bebê totalmente normal, risonho e interativo até um 1 ano e 6 meses mais ou menos . Tenho vídeos dele fazendo graças ,interagindo . A partir de 1 Ano e 6 meses , começou a ficar mais sério, introspectivo. Não olhava e não olha ainda quando chamávamos. Parecia surdo. Também não se interessava por outras crianças e desenvolveu uma estranha fixação por rodinhas”.
Procuramos ajuda cedo para Arthur e recebeu o diagnóstico  de autismo. no caso  é classifcado como autismo regressivo e representa cerca 30% dos casos  diagnosticados como dentro espectro do autismo. “São crianças que aparentemente são normais até 1, 2 anos de idade e, a partir daí, começa, a perder as habilidades que já tinham adquirido” 
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais cedo também serão os processos de intervenção. 
COISA QUE  UMA CRIANÇA AUTISTA GOSTARIA QUE VOCÊ SOUBESSE 

Eu sou uma criança

Meu autismo é apenas parte do que sou, e não tudo o que sou. Você é uma coisa só ou alguém com pensamentos, sentimentos, preferências, ideias, talentos e sonhos? Você é gordo (está acima do peso), míope (usa óculos) ou desajeitado (não tem coordenação)? Essas podem ser as primeiras características que vejo quando o conheço, mas você é mais do que isso, não é?
Sendo adulto, você tem certo controle sobre a maneira como define a si mesmo. Se quiser destacar uma característica em particular, pode fazer isso. Como sou criança, ainda estou em fase de desenvolvimento. Nem você nem eu sabemos ainda do que sou capaz. Se você me definir por apenas uma das minhas características, correrá o risco de ter expectativas muito limitadas. Além disso, se eu perceber que você não acha que “sou capaz”, minha resposta natural será: “Por que tentar”?


CONHECER PARA ENTENDER!<3

quarta-feira, 27 de julho de 2016

 
Sou Patrícia, mãe do Arthur.
Eu e o Pai Junior decidimos Criar um blog  com o intuito de acompanhar a evolução do Nosso  filho.  O Arthur está dentro do espectro autista.  Descobrimos o diagnóstico quando nosso filho tinha 2 anos... pouco tempo atrás.Juntos podemos trocar informações e através de Nossa experiência poder ajudar outros Pais.
O primeiro momento foi muito difícil, muitas dúvidas, muitas angustias, muitas frustrações... Enfim, como todos que já viveram esta situação, passamos pelo estágio dos "por quês". Com o tempo percebemos que questionar apenas não ajudaria e resolvemos ir à luta. HOJE que faz a diferença é o amor que sentimos. Aceitar de coração é o primeiro passo para os progressos, tenho certeza que por isso nosso  filho tem progredido tanto e acredito que nunca haverá limites.
Alguns sentimentos que temos após o diagnóstico:
Culpa: achamos que fizeram algo de errado na gestação ou nos cuidados com o filho. Não devemos nos sentir culpados e lembrem-se: vocês sempre estão dando o seu melhor (mesmo que um dia descubram que erraram, estavam tentando acertar) e isso acontece com o filho também. Se livrem da culpa!
Perda: a maioria dos pais tem sonhos e aspirações para os filhos tanto antes de nascerem quanto quando são pequenos. A medida que observamos nosso bebê crescer, a maioria de nós precisa adaptar essas idéias enquanto vai conhecendo o indivíduo que ele é, e aos poucos, percebemos que tem individualidade e personalidade próprias. Não podemos fazer deles algo que não são. É normal todos nós idealizarmos algo mas deixe isso pra lá e pratiquem a aceitação ativa: aceitem o filho como ele é hoje e ajam para que ele tenha, a cada dia, mais qualidade de vida!
Acredite , A Luta começou Agora...
“comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de músicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas pequenas...
NOSSO pequeno ARTHUR nos motiva a levantar TODOS OS DIAS E correr por seu espaço na sociedade. 
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